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Roteiros

Simbolismo Baixa Pombalina
Simbolismo Baixa Pombalina
Após o devastador terremoto de 1755 em Lisboa, o rei D. José I e o seu Ministro Marquês de Pombal tomaram medidas imediatas para que a cidade renascesse novamente. Contrataram assim um considerável número de arquitectos e engenheiros, que em menos de um ano fizeram o “milagre” de transformar Lisboa numa cidade nova e sem ruínas.

O novo centro, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. São os primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções anti-sísmica, que foram testadas em modelos de madeira à medida que as tropas marchavam ao seu redor testando assim a sua resistência - a famosa gaiola pombalina.

Contudo, esta grandiosa obra “escondia” algo mais. Hoje, temos uma Lisboa marcada por um sistema simbólico ligados ao Esoterismo, à Maçonaria, à Alquimia, à Mitologia, etc. Temos uma Lisboa povoada por estátuas e obeliscos, por altos e baixos relevos, por azulejos que nos contam histórias maravilhosas, que nos falam de mistérios inimagináveis e que de uma forma ou de outra nos sugerem o mito, o sonho da Lisboa do Quinto Império.
 
 
24.FEV. Palácio Beau Séjour e Bairro Grandella
24.FEV. Palácio Beau Séjour e Bairro Grandella

24.02.2018 (sábado) - 15H Vamos sentir e apreciar o património da zona de Benfica, com visita guiada ao Palácio de Beau-Séjour, um palácio oitocentista português onde actualmente funciona o Gabinete de Estudos Olisiponenses da Câmara Municipal de Lisboa e ao bairro operário de Francisco Grandella.

 

O Palácio do Beau Séjour
Foi mandado construir pela Viscondessa da Regaleira em 1849, na Quinta Campainhas. Adquirida posteriormente pelo Barão da Glória, sofreu algumas modificações, tendo sido a fachada do Palácio revestida a azulejo e o jardim aumentado. Por sua morte, os seus sobrinhos e herdeiros encetam uma profunda remodelação dos interiores, contratando para a empreender os irmãos Bordalo Pinheiro, Maria Augusta, Rafael e Columbano, e o decorador Francisco Vilaça. O Palácio e o jardim passam para a posse da Câmara, que os restaura, sendo hoje possível admirar o famoso tecto do Salão Dourado, uma tela pintada por Columbano Bordalo Pinheiro intitulada "O Carnaval de Veneza", o lavatório ornamental de Rafael Bordalo Pinheiro, e o tecto da Galeria de Pintura pintado por Francisco Vilaça, entre outros pormenores decorativos de interesse. Desde 1992 que neste espaço funciona o Gabinete de Estudos Olisiponenses.

 

Bairro Grandella
É um bairro operário da primeira década do século XX, construído por Francisco de Almeida Grandella para alojar as famílias dos empregados dos Armazéns Grandella. O bairro tem uma frente superior a 80m, virada para a Estrada de Benfica, com duas fachadas em forma de pórticos neoclássicos que rematam dois quarteirões com cerca de 90m de profundidade. A organização do bairro traduzia a posição dos moradores nas empresas. O conjunto, embora tendo sofrido ao longo do tempo alguma descaracterização em relação ao projecto inicial, foi classificado em 1984 como Imóvel de Interesse Público. Na antiga escola do bairro esteve instalada uma das seções da Biblioteca-Museu República e Resistência da Câmara Municipal de Lisboa.

 

03.MAR. Maçonaria em Portugal
03.MAR. Maçonaria em Portugal

03.03.2018 (sábado) - 15H Vamos realizar a visita guiada ao Palácio e Museu Maçónico Português, revelando o papel da Maçonaria na história de Portugal, assim como, a sua iconografia, simbólica e linguagem.

 

O Museu Maçónico Português é uma entidade fundada em 1984, situando-se na Rua do Grémio Lusitano 25, em Lisboa, sede do Grande Oriente Lusitano, uma das mais antigas Obediências maçónicas europeias, fundada em 1802. Ao longo destes anos viu evoluir não apenas seu espólio como também as suas funções e práticas museológicas.

 

É uma instituição que, através das peças que tem expostas, retracta a História do país e da Europa nos últimos duzentos cinquenta anos. Como museu tem por função de proteger, interpretar e informar sobre os objectos e ideias do passado e através deles fazer uma ponte para o presente. O Museu Maçónico Português é um Museu histórico, especializado, cujo património, raro e insubstituível, tem uma relação estreita com a História portuguesa e europeia, e daí a importância das exposições que apresenta. Actualmente, o Museu Maçónico Português, é considerado um dos melhores da Europa na especialidade.

 

Aqueduto Águas Livres
Aqueduto Águas Livres

Visita Guiada ao Aqueduto das Águas Livres de Lisboa. Venha conhecer e apreciar esta notável obra de engenharia que os Portugueses deixaram à Humanidade, realizando a travessia do Aqueduto do Vale de Alcântara até à Mãe d' Água nas Amoreiras.

 

A intenção da construção do Aqueduto começa a ter forma com a ideia de levar a água das nascentes das Águas Livres, em Belas, para a cidade de Lisboa, nos reinados de D. Manuel, D. João III e D. Sebastião. Em 1571, Francisco de Holanda, para garantir o abastecimento de água à capital, propôs ao rei D. Sebastião a reconstrução de um aqueduto e da antiga barragem romana de Olíssipo. Só no reinado de D. João V, em pleno Séc. XVIII foi decidido avançar com a construção, tendo os custos sido integralmente suportados pela população de Lisboa, através de taxas sobre a carne, o azeite e o vinho.

 

O projecto e a construção do aqueduto devem-se essencialmente ao brigadeiro Manuel da Maia, ao sargento-mor Custódio Vieira, ao capitão de engenharia Carlos Mardel e ao procurador da cidade, Cláudio Gorgel do Amaral, pela sua determinação em resolver o problema do abastecimento de água à cidade de Lisboa. O rei D. João V, saturnino por devoção, assinou em 12 de Maio de 1731, um sábado, o decreto régio para a construção do Real Aqueduto das Agoas Livres. O tempo passou, e as obras, lá foram iniciadas sob a direcção do arquitecto Manuel da Maia e do sargento-mor Custódio de Vieira. Apesar de ter começado a abastecer de água uma rede de chafarizes na cidade de Lisboa a partir de 1748, só ficou concluído em 1834.

 

O Aqueduto das Águas Livres guarda um conhecimento, um saber únicos, uma obra hidráulica notável, uma beleza inigualável, o trabalho de inúmeros pedreiros que desbastaram as pedras para lhe dar forma, o único monumento câmara escura jamais construído, que permite o reflexo da paisagem exterior num jogo de cor, luz, sombra, aromas que toca o sagrado e que jamais nos separa do Todo. Um sistema de distribuição de água duplo, que os Portugueses deixam à Humanidade.

 

Quinta da Regaleira - Sintra
Quinta da Regaleira - Sintra

Visita guiada à Quinta da Regaleira. Venha conhecer os cenários e a representação da viagem iniciática no jardim simbólico da Quinta da Regaleira, um dos mais surpreendentes e enigmáticos monumentos da Paisagem Cultural de Sintra.

 

Seguindo a nossa viagem pelo elegante percurso que ligava o Paço Real a Seteais, nos limites do centro histórico da Vila, encontramos os muros e o Palácio da Quinta da Regaleira.
Esta quinta existe desde o Séc. XVII, na sua mais recente história entre 1904 e 1910, no derradeiro período da monarquia, os domínios românticos outrora pertencentes à Viscondessa da Regaleira, foram adquiridos e ampliados pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, para fundar o seu lugar de eleição. Detentor de uma fortuna fabulosa, que lhe valeu a alcunha de “Monteiro dos Milhões”, associou ao seu singular projecto de arquitectura e paisagem, o génio criativo do arquitecto e cenógrafo italiano Luigi Manini, bem como a mestria dos escultores, canteiros que com este haviam trabalhado no Palácio Hotel do Buçaco.

 

Concretiza-se com estes cenários a representação de uma viagem iniciática, por um jardim simbólico, onde podemos sentir a Harmonia das Esferas. Nele se vislumbram referências à mitologia, ao Olimpo, a Virgílio, a Dante, a Camões, à missão Templária da Ordem de Cristo, a grandes místicos, aos enigmas da Arte Real, à Magna Obra Alquímica. Nesta sinfonia de pedra revela-se a dimensão poética e profética de uma Mansão Filosofal Lusa. Aqui se fundem o Céu e a Terra numa realidade sensível, a mesma que presidiu à teoria do Belo, da Arquitectura e da Música.

 

Palácio Correio Mor - Loures
Palácio Correio Mor - Loures

Visita orientada ao Palácio do Correio-Mor, em Loures.
Este Palácio não está aberto ao público em geral, sendo concedida esta visita à Explore Latitudes, por este motivo, venha conhecer o palácio que foi mandado construir, no século XVIII, por Luís Gomes de Elvas Coronel, em terrenos que adquiriu ao Convento de Odivelas.

 

Este imponente palácio do século XVIII, foi mandado construir por Luís Gomes de Elvas Coronel, nos terrenos que adquire, nesse período, ao Convento de Odivelas. Altera, então, o seu apelido para “da Matta” devido à bela e rica mata existente na propriedade. Graças às “boas acções” praticadas durante o reinado de Filipe II de Portugal, é-lhe atribuído o posto de Correio-Mor, alto cargo à época, a quem cabia a administração de todos os serviços postais, e que vem determinar a designação da propriedade – Palácio do Correio Mor.
O edifício terá sido desenhado pelo arquiteto italiano António Canevari. No piso térreo encontram-se as cocheiras, a cavalariça, a adega, o lagar e a magnífica cozinha velha, revestida de azulejos com figuras avulsas, onde surgem representadas peças de caça, peixes e enchidos. No centro da fachada, sobressaem dois elevados arcos destinados à entrada e saída de carruagens, existindo, entre estes, um gracioso bebedouro para cavalos. Na zona superior da fachada pode observar-se a imagem de Nossa Senhora da Oliveira.

 

No piso nobre as salas estão decoradas de forma majestosa e exuberante, onde coabitam azulejos, pinturas e estuques. Os azulejos monocromáticos, pertencentes à oficina de Bartolomeu Antunes, retratam histórias diversas: a vida do proprietário do Palácio – Luís Gomes da Matta – e representações de Lisboa anteriores ao terramoto de 1755. Os tetos, ricos pelos seus estuques de molduras, conjugam-se harmoniosamente com figurações mitológicas. Destacam-se, neste conjunto, os impressionantes painéis da Sala da Caça onde são representadas as Metamorfoses de Ovídeo.
No espaço exterior encontramos a Mata Mediterrânica, as cascatas, os jardins de buxo pontuados com esculturas e o grande tanque com azulejos. O palácio e os antigos jardins encontram-se classificados, desde 1967, como Monumento de Interesse Público.

 

Bairro do Castelo histórias e tradições
Bairro do Castelo histórias e tradições

Roteiro Bairro do Castelo, histórias e tradições da fundação à reconquista de Lisboa. Vamos percorrer as ruas, vielas, becos e o notável património do Bairro do Castelo, conhecer as histórias e tradições da fundação de Lisboa, a Reconquista aos Árabes e as influências e contributos das Ordens Militares e Religiosas.

 

O Bairro do Castelo, conta a história do antigo castro (fortificação no topo da colina) onde Lisboa nasceu. O ponto de partida é na rua do Chão da Feira, a partir daqui, será envolvido na história deste bairro. Vamos percorrer o casario na Alcáçova, o largo da igreja de Santa Cruz do Castelo, a rua Costa do Castelo e os Palácios adossados á muralha do castelo. Já no pátio de Dom Fradique, conhecemos o palácio Belmonte, que foi construído em cima das cercas moura e romana. Seguimos por Santo André, as Portas do Sol e o largo e igreja S. Tiago.

 

A primeira morada de Lisboa é o Castelo, matriz fundadora da capital desde a reconquista aos árabes em 1147 e a primeira zona de crescimento da cidade.  Visto de baixo, a vegetação quase esconde o Castelo dito de São Jorge. Fortaleza de tantas lutas remotas, hoje é um tranquilo parque da cidade com vistas memoráveis.  Ao seu redor, a pequena freguesia do Castelo, bairro de becos torcidos cujas casas de um e outro lado quase os ombros tocam. Um bairro que se foi adaptando aos tempos mas que viveu, e vive, confinado às muralhas que coroam o relevo do topo da colina.

 

Sítio ou Bairro de São Paulo
Sítio ou Bairro de São Paulo

Roteiro Sítio ou Bairro São Paulo - Lisboa. O sítio de São Paulo é sempre referido, na literatura de viagens nos séculos XVII e XVIII, como morada preferida dos comerciantes estrangeiros estabelecidos em Lisboa. Através desta visita guiada conheça as ruas, os espaços, as casas e as gentes deste bairro.

 

Sabia por exemplo que...o Bairro de São Paulo foi reconstruido pelo Marquês de Pombal? A Igreja de São Paulo é do século XV e foi destruída pelo terramoto de 1755? A Casa da Moeda se localizava neste bairro? Temos muitas histórias para lhe contar.
A visita faz-se pelo Largo de São Paulo, Banhos Públicos de São Paulo, Rua dos Remolares, Cais do Sodré, Mercado da Ribeira, Jardim e Rua D. Luís, Conde Barão, Rua da Boavista, Bairro da Bica e Rua São Paulo, com vista a cruzar a sua história e memória com a exploração de vivências presentes.

 

A paróquia parece ter sido criada em 1412, data que surgia numa inscrição existente sobre o portal da primitiva Igreja. Um manuscrito referindo a constituição das freguesias de Lisboa antes de 1755, atesta o seu início, nessa época, numa ermida da antiga "Travessa do Carvão".
A representação mais antiga que se conhece da primitiva Igreja é a que se encontra na estampa de Lisboa, de Braunio, datada de 1572. Nessa gravura podemos facilmente reconhecer a antiga Igreja de São Paulo, apresentando a sua fachada virada para o Tejo e, nas traseiras, duas fileiras de edifícios que desenham a ligação com o sítio de "Cata-que-farás" e Remolares, desenvolvendo um percurso depois estabelecido pela Rua Direita de São Paulo.

 

Teatro Romano e Pedras Negras
Teatro Romano e Pedras Negras

Revelação da Lisboa romana do século I, com a visita orientada ao Museu do Teatro Romano e às Lápides das Pedras Negras.

Museu do Teatro  Romano, este museu revela a Lisboa romana. Apresenta o que resta de um teatro romano do século I. O teatro comportava cerca de 4000 espetadores, e só cerca de um terço ficou revelado durante as escavações. Tinha uma bela vista do Tejo, como se pode ver ainda hoje das janelas do museu. Desde 1798, quando, na sequência da reconstrução daquela zona da cidade afectada pelo sismo, se descobriram os primeiros vestígios do teatro, que o enclave de ruas – que, do sopé do castelo, descem até à Sé Patriarcal – tem sido alvo de intervenções arqueológicas. É, por isso, que vamos encontrar nos três andares do museu objectos da Idade do Ferro, assim como das épocas Medieval e Moderna.

 

Lápides das Pedras Negras, estas lápides, em número de quatro, foram descobertas quando se fez a construção do prédio denominado "prédio do Almada", construção do tipo pombalino. As lápides possuem inscrições latinas, sendo que duas delas referem-se a deuses romanos, nomeadamente Mercúrio e Cíbele. O nome do monumento faz referência a uma via localizada perto, a rua das Pedras Negras. No local, foram também descobertos o que seriam vestígios de um templo romano. Faz parte do conjunto arqueológico que se pode encontrar na Baixa de Lisboa, do qual fazem também parte as galerias romanas da Rua da Prata e o Teatro Romano de Lisboa.

 

Mouraria culturas e tradições
Mouraria culturas e tradições

A Mouraria é um dos mais tradicionais bairros da cidade de Lisboa, que deve o seu nome ao facto de D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa, ter confinado uma zona da cidade para os árabes. Foi neste bairro que permaneceram os mouros após a Reconquista Cristã.

 

Vamos conhecer as tradições, culturas e história do Bairro da Mouraria. Na diversidade do património são evocados santos padroeiros, ofícios desaparecidos, famílias aristocratas e caminhos antigos. Sob o olhar majestático do castelo, o casario acotovela-se até ao vale, num labirinto de becos, ruelas, largos e escadinhas que nos fazem lembrar uma Medina árabe.

 

Nas ruas permanecem pedras foreiras e as velhas portas da cidade medieval. Muralha Fernandina, Capela N. S. da Saúde, Colégio dos Meninos Órfãos, Colégio de Santo Antão-O-Velho, Palácio da Rosa, Recolhimento de São Cristóvão, casa de balcão de ressalto do Largo da Achada e outros edifícios seculares resistem na Mouraria.

 

Já na Rua do Capelão, a História passa pela casa onde viveu Maria Severa Onofriana, um dos mitos fundadores do Fado, rica em amores e desamores e a casa onde nasceu Fernando Maurício, considerado um dos mais castiços fadista e filho ilustre da Mouraria.

 

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Cerca Velha ou Moura - Alfama
Cerca Velha ou Moura - Alfama

Venha visitar os vestígios da muralha mais antiga de Lisboa, conhecida por Cerca Moura, que delimitou e defendeu Lisboa na época medieval. Partindo da Rua do Chão da Feira no Castelo, descendo até ao rio Tejo, viajamos por Alfama, Casa dos Bicos, Sé Catedral.Encontram-se hoje em dia vestígios da muralha mais antiga de Lisboa que se tem conhecimento, conhecida por Cerca Moura.

 

Este sistema defensivo terá sido construído pelos Mouros aquando a sua ocupação do território, provavelmente entre inícios do século X até 1147, ano em que as forças de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, tomaram a cidade aos Mouros. A Cerca Moura incluía no seu interior a importante Alcáçova e a Medina Mouriscas, e foi construída num período de florescimento urbano e comercial da cidade, que tinha entrado em declínio com a instabilidade das anteriores ocupações bárbaras, até à conquista do território pelos Muçulmanos em 719. Algumas teorias apontam inclusivamente para uma construção ainda do período de ocupação Romana que terá sido aproveitada pelos Mouros.


Actualmente encontram-se visíveis troços desta vasta muralha e também de algumas torres. A “Cerca Velha” que delimitou e defendeu Lisboa na época medieval é recriada num circuito pedonal sinalizado que passa pelo Castelo, Alfama, Casa dos Bicos e Sé, descendo até ao Rio Tejo.

 

Bairro Alto 500 anos da fundação
Bairro Alto 500 anos da fundação

O Bairro Alto nasceu como resposta às grandes transformações sociais e económicas que se deram em Lisboa a partir da 2.ª metade do século XV. O desenvolvimento comercial promoveu o aumento demográfico da cidade, obrigando à expansão urbana no exterior da muralha fernandina; foi este fenómeno que esteve na base da urbanização dos terrenos à ilharga das Portas de Santa Catarina. Construído em plano ortogonal a partir do início do século XVI, foi conhecido como Vila Nova de Andrade. 

 

Desde a sua fundação em 1513 que foram desenhadas e construídas as ruas, os becos, os conventos e igrejas, os palacetes para a nobreza, as casas para a população. Neste percurso pela história viva do Bairro, vamos conhecer o variado património arqueológico e arquitectónico, dos conventos e igrejas, dos palácios, dos ofícios, da maçonaria, dos jornais, de personalidades da literatura, da música, do teatro, do fado e da boémia, sem esquecer as gentes que vivem e dão vida as tradições do Bairro Alto.

 

Primeiro, chegou a gente ligada ao mar, depois, os jesuítas e, atrás deles, a nobreza, nos seus coches. O Bairro Alto escapou ao terramoto e o fado encheu-lhe as ruas. Com os jornais, a boémia intelectualizou-se. O salazarismo levou o bairro a fechar-se e, só em finais dos anos 70, as novas gerações o descobriram como lugar de transgressão e fuga. Entrou na moda e dela nunca mais saiu. Hoje é um dos cartões-de-visita da cidade de Lisboa.

 

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